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Uma entrevista com o piloto revelação Renan Guerra

O AEF orgulhosamente traz aos amigos a entrevista exclusiva com o jovem experiente, talentoso e promissor Renan Guerra.
Nesta oportunidade, trouxemos resumidamente a participação de pessoas especiais que convivem “de perto” com o piloto, como sua mãe, Sra. Rosana Guerra, sua namorada Eduarda Zang e o fotógrafo Chris Fabbris.

Leia abaixo o resultado desse bate papo.

Automobilismo em Foco: Como o automobilismo entra na sua vida?
Renan Guerra: Minha vida no automobilismo começou ainda na barriga da minha mãe! (risos) Meu pai e meu tio sempre envolvidos com corridas – tanto como pilotos , como chefes de equipe. Eu comecei no Kart a partir dos 5 anos de idade, participando em corridinhas em estacionamento de supermercado.
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AEF: Mas já participava de competições?
RG: Infelizmente não. Como sempre fomos uma família simples, nunca tínhamos condições para andar em campeonatos oficiais. Praticamente só treinava.
AEF: E quando ingressou em campeonatos no Kart? Conquistou títulos?
RG: A partir dos 12 anos, onde permaneci até os meus 16 anos. Apesar de ter vencido bastante corrida, dificilmente terminava com chances de titulo. Por questões de patrocínio, não podia participar de todas as etapas.
AEF: Quando surgiram os primeiros apoiadores financeiros?
RG: Somente quando entramos para os carros. Eu e meu pai preparávamos os carros. Normalmente o carro era emprestado. Os amigos pagavam o álcool e nós pegávamos os pneus usados (em bom estado) dos outros pilotos da categoria.
AEF: Então contou com a ajude de amigos?
RG: Sim. Felizmente temos muitos amigos! Talvez porque também fazemos questão de “ser amigo dos amigos”.
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AEF: E com estes limites de recursos conseguiu bons resultados?
RG: Sim! Fomos campeões paulista da Spyder Race. Posso dizer que tive sorte de participar nessa época do paulista, que era muito forte e bem disputado. Tinha apoio de mídia, e largavam em media com 22 carros no grid.
AEF: Mas e quanto a categoria Gran Turismo? Como começou?
RG: Minha entrada nos GT foi um tanto quando engraçado (risos). Agora não tenho mais problema em dizer. Meu pai era o chefe de equipe da Maserati de Cláudio Daruhj, em um dos treinos, o Cláudio estava com dificuldade com o carro. Ele perguntou se eu já tinha andado naquele tipo de carro? Eu prontamente respondi que sim ! (muitos risos). Nisso sai com o carro pra “acertar”. Na segunda volta, eu já tinha virado bem mais rápido que ele. Passei algumas informações de setup, e com isso ele me chamou pra correr com ele. Aí começava minha carreira nos carros de Turismo.
AEF: Você tem uma incrível capacidade de adaptação aos vários modelos de carros de corrida. Como pode explicar isso?
RG: Graças a Deus, nasci com um dom! Já pilotei diversos tipos de carros: Protótipos, Maserati GT4, Ferrari 430Challenger , Mercedes SLS GT3, Lamborghini GT3, Lótus Évora GT4, Mercedes Cla AMG, Pro Mazda, Formula BMW, USF 2000, F3Brasil, Stock Light e Formula MRF. Em todos, tive uma adaptação relâmpago. Pare se ter ideia, passei a ser o piloto com mais vitorias na GT4 de todos os anos.
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AEF: Conquistou títulos na GT?
RG: Não, mas foi por muito pouco. No meu ultimo ano de GT, tive que abandonar o campeonato depois de 6 corridas. Tinha vencido 5 delas, mas eu era apenas um substituto. Sai, e então o piloto oficial voltou. “Abandonei” o campeonato na liderança.
AEF: Você também correu de Mercedes, certo?
RG: Sim! Outra façanha que tive no automobilismo. Foi recente! No ano passado. Estreie na categoria Mercedes CLA AMG, e após duas corridas, e já éramos lideres do campeonato. Acabamos (eu e mais 3 pilotos) sendo vetados por diferença de desempenho, mesmo nos estando dentro do regulamento.
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AEF: E aí foi para a F3 neste mesmo ano (2014)?
RG: Sim. Tive a sorte de ser chamado pela RRracing Team para pilotar um F3 da equipe.
AEF: Quem administra sua carreira?
RG: Hoje tenho duas empresas cuidando da minha carreira: a MMKT, cuidada pelo Walter Savaglia e a CastronevesRacing que é cuidada pela Kati Castroneves e pelo consagrado piloto da F Indy, Helio Castroneves.
AEF: Mas como conheceu o piloto H Castroneves?
RG:
Muitos me perguntam isso. Também como eu consegui essa parceria com a Castroneves Racing. Conheci o Helinho porque tínhamos um patrocinador em comum. Fizemos amizade, e daí surgiu a chance de fazer alguns treinos nos EUA. Provavelmente era um teste para saber como seria meu resultado em monoposto (carros de fórmula). Até então eu nunca tinha pilotado este tipo especial.
AEF: E como foi esta experiência?
RG: Começamos em Palm Beach no formula BMW. Terminei o dia 8 décimos mais rápido que o dono do carro, que andou no mesmo dia – meu primeiro dia. No segundo dia, fomos testar o USF2000, em um circuito bem travado na equipe CAPE Motorsport. Fechamos o dia com o recorde da pista! No ano seguinte, fui pra Indianápolis testar o Pro Mazda no treino coletivo. Parecia um final de semana de corrida. Foi sensacional. Terminei os treinos em segundo, tomando menos de 1 décimo do primeiro.
AEF: E onde quer correr agora?
RG: Como eu sempre digo: piloto de verdade, pilota qualquer tipo de carro, e em qualquer lugar. Isso vale para todos , pois você corre onde seu patrocinador mandar…
AEF: Mas e quanto as suas metas?
RG: Nossa meta é chegar na Stock Car no Brasil. E pra fora do Brasil, o WEC ou alguma outra categoria de GT na Europa.
AEF: Que mensagem deixa para os mais jovens que você, e pilotos iniciantes?
RG: Uma mensagem para todos que ainda estão nessa empreitada de se manter no automobilismo, claro. a insistência e a dedicação. Precisa acreditar que vai dar certo. Precisa (sempre) fazer o seu trabalho muito profissionalmente. E principalmente ser sempre humilde com todos. Com isso a probabilidade de dar certo é bem grande.
AEF: E esse é o seu lema? Pratica isso em sua carreira?
RG: Sim. Posso dizer que me mantenho no automobilismo graças a meu trabalho. Dinheiro pode ajudar muito, mas quando seu objetivo é conquistado com muito esforço, garra, superação, você certamente estará bem melhor preparado em relação a seus concorrentes!
Um Forte Abraço a todos que acompanham minha carreira. A todos que de alguma forma torcem por mim, aos patrocinadores, aos apoiadores, aos amigos do AEF, e a todos os demais amigos (e são muitos) do automobilismo.

Depoimentos sobre Renan Guerra.

Rosana Guerra (mãe)
“Desde pequeno sempre gostou de tudo que é relacionado ao automobilismo. Até tentei mudar o foco para o futebol, natação, vôlei, basquete, mas não consegui. Com 2 anos ele já andava de bike sem as rodinhas de apoio, com 4 ganhou sua 1ª moto, uma mini Kawasaki, porém ele não alcançava o pé no chão , tinha de parar na guia e lá ia ele e o Dejair correndo atrás (risos). Me orgulho muito do Renan! Pelo dom, pela habilidade que ele tem em pilotar, mas acima de tudo pela pessoa que ele é: sempre leal, humilde e responsável.”

Guerra e a namorada Eduarda Zang

Guerra e a namorada Eduarda Zang


Eduarda Zang (namorada)
“Queria demonstrar aqui um pouco do que eu sinto por esse homem, que me conquistou e me conquista a cada dia que eu passo ao seu lado. No primeiro dia que eu te vi já sabia que tínhamos uma ligação muito forte. O destino fez melhor, nos uniu de uma forma que poucos aguentariam – você morando em São Paulo e eu no Paraná (suspira). Nos víamos apenas 1 vez por mês. Sou muito suspeita para falar de ti…(risos) Homem lindo, competente, que corre atrás de seus objetivos, ótimo piloto…(e que ama o que faz). Mas acima de tudo compreensivo, amoroso, atencioso, educado, respeitoso… falaria por horas a respeito das qualidades do Renan.(risos). Ele não é qualquer pessoa! Renan Guerra é uma ótima pessoa. E com quem eu quero viver o resto da minha vida. Sempre um ao lado do outro.
Renan, estarei sempre a seu lado. Você poderá contar sempre comigo, para o que der e vier. Te amo muito meu amor!”

Chris Fabbri (fotógrafo)
Renan é um “menino de ouro”. Dono de uma humildade enorme… Mas ao mesmo tempo, com aquele sangue nos olhos que todo piloto vencedor tem que ter… Admiro demais esse garoto, em todos os aspectos! Puta talento (convivi com ele nas pistas. Vi acertando carro de perto. Discutindo acerto com chefe de equipe, etc.) Trabalho duro nos bastidores.
É merecedor de reconhecimento da mídia, do público, e de patrocinadores para continuar guiando pelas pistas.

Texto: Automobilismo em Foco
Fotos: Fernando Conto e Chris Fabbri


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