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Stock Car: entenda como “push-to-pass” é usado na classificação e na corrida

Metodologia diferenciada de utilização do sistema gera nova forma de estratégia nas etapas, após banimento de reabastecimento e troca de pneus

Instituído em 2011 como uma alternativa para aumentar a quantidade de ultrapassagens e trazer mais emoção às corridas da Copa Caixa Stock Car, o “push-to-pass”, injeção de força extra que acrescenta cerca de 100 cavalos de potência a mais no motor e ativado por meio de um botão no volante, logo de cara se transformou em um sucesso, aumentando vertiginosamente as disputas e ganhando aprovação unânime não só do grid, como do público em geral.

Para o segundo ano de utilização do sistema, a categoria passou a permitir o uso do popularmente chamado botão de ultrapassagem também na classificação, o que gerou uma forma de estratégia para o fim de semana, uma vez que a troca de pneus e o reabastecimento foram banidos do regulamento. Tudo isso por conta do método de uso do “push”, que varia de classificação para a corrida, justamente para a não banalização do dispositivo: quem quiser ganhar potência extra na tomada de tempos terá de sacrificar a quantidade de acionamentos para a corrida. Além disso, a duração do sistema é bem mais limitada na tomada de tempos, o que obriga os pilotos a pensarem bem antes de usar e não cometerem erros.

O piloto Popó Bueno, que ficou com o 15º tempo, 55s320.

Para a prova deste fim de semana no Velopark, a Comissão Técnica da Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA), instituiu o número de 20 ativações para a corrida. Esta quantidade varia de pista para pista, de acordo com as características de cada traçado. Cada uma dessas ativações tem a duração de 15 segundos. Caso o piloto opte em usar o “push-to-pass” na tomada de tempos, o número de ativações na corrida é automaticamente diminuído pela metade e o competidor passa a ter dez acionamentos disponíveis na classificação, com a duração de cada um sendo de apenas 20% em relação à corrida, de apenas três segundos. Em ambos os casos, o intervalo entre uma ativação e outra é de 80 segundos (1min20s) e a injeção de potência acontece cinco segundos após o pressionamento do botão.

Ricardo Zonta fez o 10º tempo, com 55s130.

“O que pesa mais na decisão é o seguinte: mesmo não usando todas as ativações permitidas na classificação, a quantidade que sobra não é incorporada de volta. Enquanto ganhamos uma força extra, a gente perde automaticamente metade dos acionamentos, usando todos ou não”, afirma Ricardo Zonta, ex-piloto de Fórmula 1, que integra o Linea Sucralose Racing Team e foi o décimo colocado nos treinos livres desta sexta. “É o caso de pesar se vale a pena ganhar uns décimos a mais no tempo de volta, mas perder décimos importantes na corrida. Botando na balança, é complicado decidir, pois o ‘push’ nos permite evoluir na corrida, por conta de sua duração”, completa Popó Bueno, seu companheiro de equipe, 15º.

De acordo com o regulamento, todas as equipes e carros devem obrigatoriamente informar até as 17h (de Brasília) da sexta-feira para a Comissão Técnica da CBA se utilizarão ou não o sistema no treino. A terceira etapa da Copa Caixa Stock Car está marcada para as 9h30 do domingo, com transmissão ao vivo da Rede Globo. Confira a programação do fim de semana:

Sábado, 5 de maio
8h20 – 9h15: Treino livre 3 (máximo de 26 voltas por piloto)
12h10: Classificação

Domingo, 6 de maio
9h30: Corrida (40 minutos + 1 volta)

Texto: MS2 Comunicação
Imagens: Automobilismo em Foco (Fernando Peres Nunes)


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