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SP Indy 300 – Traçado paulistano favoreceu grande show, apontam vencedores

Pilotos que foram ao pódio concordaram que o alto número de ultrapassagens e a boa corrida disputada neste domingo (5) foram em parte devidas ao desenho da pista

Pela primeira vez, o vencedor da Itaipava São Paulo Indy 300 Nestlé não foi Will Power. O australiano da Penske, que largou da 20ª posição, abandonou a corrida na 12ª volta, quando o motor Chevrolet de seu DW12 estourou na entrada da Reta do Sambódromo. À parte disso, a corrida desenvolveu contornos emocionantes desde o início, com uma chegada ainda mais eletrizante.

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Takuma Sato liderava a corrida na última volta e se defendida dos ataques de James Hinchcliffe. O canadense viu uma brecha na última curva, no final da Reta dos Bandeirantes, colocou o carro por dentro e cruzou a linha de chegada na frente para conquistar sua segunda vitória nesta temporada – e a segunda da carreira do piloto da Andretti. Seu companheiro de equipe, Marco, terminou em terceiro.

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Os três pilotos que foram ao pódio concordaram que o traçado de 4.080 metros do Circuito Anhembi é um dos maiores ingredientes que adicionam emoção à prova. “São de corridas assim que os fãs vão se lembrar. Muita ação, várias ultrapassagens, mudanças de estratégia, coisas deste tipo. Pelo menos para mim, ultrapassar na última curva da última volta para vencer é algo do qual eu vou me lembrar por muito tempo”, destacou o vencedor da prova.

“Acho que em 2010 tivemos aqui um recorde de ultrapassagens (foram 96 no total naquele ano), e isso já prova que o desenho da pista é fantástico para esta finalidade, com a reta mais longa do calendário e a freada forte para a curva final. As corridas aqui são sempre muito emocionantes. Foi um fantástico show para a categoria”, destacou o segundo colocado Takuma Sato, agora líder da temporada com 136 pontos. O japonês ainda foi presenteado por Bia Figueiredo durante a coletiva de imprensa reservada aos três primeiros colocados: ele ganhou uma camisa do Corinthians autografada por todos os jogadores do time.

Marco Andretti, agora em terceiro na tabela, também teceu elogios ao desenho da pista. “O traçado é fantástico, fizemos um grande show e o circuito é dos melhores que temos no ano. Acho que foram várias trocas de líder e uma incrível quantidade de ultrapassagens. É muito divertida para os pilotos”, disse.

“Foi uma grande corrida, o circuito permite isso, é o que gostamos de fazer e é o que o público gosta de ver. Depois eu soube que quando coloquei por dentro na última curva a torcida na reta levantou para ver a chegada. Os fãs aqui são muito legais, muito calorosos. Eles te amam ou te odeiam, e fazem questão de te fazer saber disso”, adicionou o vencedor, agora quarto colocado na tabela, com 112 pontos (duas vitórias e dois abandonos).

Emoção – Apesar da agressividade no final, Hinchcliffe afirmou ter feito uma corrida cerebral, trabalhando com a estratégia, e principalmente administrando o consumo de pneus e do número de vezes a usar o push to pass. “Na última relargada eu saí em segundo com Takuma na frente, perdi algumas posições e foi difícil. Não tínhamos muitas voltas para o final, mas eu estava cuidando bem dos pneus macios e pude passar o (Simon) Pagenaud. Ainda bem que o Josef (Newgarden) e o Takuma estavam brigando pela liderança, e isso me permitiu chegar para tentar lutar”, descreveu.

“Quando passei o Josef eu ainda podia usar o botão de ultrapassagem mais duas vezes, e acho que o Takuma não tinha mais nenhum. Foi aí que pensei que poderia vencer. Ele fez um grande trabalho dificultando a manobra, mas só tive certeza mesmo quando passei a linha de chegada e percebi que havia vencido. E esta é a melhor das sensações”, destacou.

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O canadense apontou também que pela primeira vez a chuva não teve papel determinante no desenrolar do final de semana em São Paulo. “E foi a primeira vez que Will Power não venceu aqui. Talvez isso tenha alguma relação (risos). Vamos esperar que não chova pelo resto da temporada!”, riu o piloto da Andretti, que lembrou de seu conterrâneo Greg Moore, um dos grandes pilotos da época da extinta Champ Car, e morto em um terrível acidente no circuito de Fontana, em 1999.

“A última vez que um canadense venceu no Brasil foi em 1998 no Rio de Janeiro, e com Greg Moore. Poder ser o primeiro depois dele é muito especial para mim, porque ele era meu herói quando eu era garoto, e um dos meus objetivos sempre foi manter a grande reputação que os pilotos canadenses têm na Indy”, afirmou.

Texto: XYZ Live Press (Rodolpho Siqueira / Bruno Vicaria / Cleber Bernuci / José Carlos Rodriguez Júnior / Gabriel Navajas / Bruno Ferreira) – (11) 3144-9997
Imagens: Fotoarena (Claudio Capucho / Carsten Horst / Magnus Torquato)


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