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Lorena Herte de Moraes: uma vida dedicada ao motociclismo no Rio Grande do Sul

Confira um perfil de Lorena Herte Moraes, mãe do piloto Pedro Sampaio e uma vida dedicada aos esportes em duas rodas.

Nesse dia das mães o Automobilismo em Foco traz para as nossos leitores um perfil de Lorena Herte de Moraes. Ela é mãe do piloto Pedro de Moraes Sampaio, campeão brasileiro de motovelocidade 250cc e que atualmente disputa o Campeonato Europeu de SuperStock 600cc. Além de mãe de piloto ela faz parte da história do motociclismo do Rio Grande do Sul. O AEF ouviu Lorena segunda etapa do Campeonato Gaúcho de Motovelocidade. Leia abaixo um pouco sobra a trajetória dela no mundo das duas rodas.

Acompanhando o Pedro no Brasileiro de Motovelocidade. Foto Andre Cobalchini Chacal

Acompanhando o Pedro no Brasileiro de Motovelocidade. Foto Andre Cobalchini Chacal


Lorena conta que a motovelocidade entrou na sua vida lá na adolescência, quando em 1982 comprou a primeira moto, uma TT125. Com a moto nova ela ia acompanhar o amigo e piloto Rogério Xavier, o Bareta. “Não perdia uma corrida de motovelocidade em Tarumã, porque o meu amigo de adolescência era o Bareta”. Mas como a vida segue, o passado das disputas em Tarumã foi ficando para trás, até que um dia ele conheceu Alexandre Sampaio, seu marido até hoje. “Conheci o Sampaio, que já tinha moto, gostava muito e ainda praticava enduro também”. Com a vida e os mesmos gostos em comum, Lorena retomou o a paixão pelo ambiente dos esportes em duas rodas e voltou ao mundo da motovelocidade, dessa vez atuando como assessora de imprensa. “Comecei a trabalhar como assessora do Luciano Tomasi, vice-campeão brasileiro de motovelocidade em 1999”, conta. Ela ainda trabalhou na assessoria da empresa de Pneus Rinaldi, de Bento Gonçalves.
Na época FGM, sempre com a companhia do filho Pèdro. Foto: Emerson Foguinho

Na época FGM, sempre com a companhia do filho Pèdro. Foto: Emerson Foguinho


Entre essas funções, ela e o Sampaio ainda encontravam tempo para participar de encontros de moto turismo. “Com o moto turismo fomos a grandes eventos, em 2000 fomos a Campo Grande ver o Peter Fonda, na comemoração dos 30 do filme Easy Rider, sempre de moto e curtindo as duas rodas”, relembra Lorena.
Em 2002 ela ajudou a fundar a Associação dos Motociclistas do Rio Grande do Sul (AMO), entidade que promove encontros e passeios em duas rodas por todo o estado e país. No ano de 2006 Lorena foi eleita presidente da Federação Gaúcha de Motociclismo (FGM). “No primeiro ano em que eu assumi a Federação a motovelocidade foi a nossa agenda número um”, comenta Lorena. Nesse mesmo ano, 2006, a FGM trás de volta ao Rio Grande do Sul o Brasileiro de Motovelocidade. “Foi um sucesso de 15 a 20 mil pessoas no autódromo de Santa Cruz do Sul”, lembra Lorena. Desde 2006 até 2013 ela ficou à frente da motovelocidade no RS. “Mesmo quando eu larguei a Federação, eu continuei atuando na motovelocidade”.

Lorena mãe

Lorena lembra que o filho, Pedro Sampaio, a acompanhava em todos os eventos em duas rodas no Rio Grande do Sul, enquanto ela estava na presidência da FGM . “Ele me acompanhava em todas as provas de motocross, cross country e enduro, ele fazia fotos”, conta. “Eu perguntava se ele não queria ser piloto de motocross, ele gostava da motovelocidade, mas não tanto. No início era um piloto que andava sempre lá atrás, na hora da largada a gente não encontrava ele”, revela Lorena. Isso trouxe dúvidas à cabeça da mãe. “Será que ele tem talento mesmo?”, perguntava-se.

Lorena com o marido Alexandre Sampaio e o Pedro.  Foto: André Cobalchini Chacal

Lorena com o marido Alexandre Sampaio e o Pedro. Foto: André Cobalchini Chacal

No início Pedro quase não tinha acompanhamento como piloto. “O pai estava envolvido, a mãe estava envolvida, às vezes ele ia largar e nem combustível tinha na moto”, revela. Para Lorena , o mais importante para a carreira dos pilotos em início de carreira é a presença do preparador. “É que eu sempre falo para os pilotos que estão começando, não tem que ser o pai ou a mãe, tem que ser o preparador, aquele que vai te dizer como está moto, vai mostrar a moto, vão crescer juntos. Isso que aconteceu com o Fábio Loko(preparador) e o Pedro”, explica Lorena. Salientando que o salto mais importante na carreira do filho foi a parceria com o preparador, Fábio Loko.
Nas primeiras competições do filho, no Brasileiro de Motovelocidade, ela não conseguia acompanhar a equipe em todas as provas. “Mas no ano passado (2014) eu fui em todas as etapas do Brasileiro, provas na Argentina e do GP Gaúcho. Fiquei no box acompanhando, vendo a ansiedade da largada, fiquei ainda mais próxima”, explica Lorena.
Agora, com o filho correndo na Europa, no Campeonato Europeu de SuperStock 6oocc, a distância é um novo obstáculo para acompanhar as provas e treinos. A falta da transmissão em TV no Brasil e a demora em obter informações apertam o coração de mãe. “Ele entra num treino e depois, se ele não passa na segunda volta, a gente já se preocupa, porque você não sabe o que está acontecendo, são informações que vão chegar só no final do dia”, revela. “Eu fico bem ansiosa em relação a isso, até sofro um pouquinho por isso, mas eu sei que é para o bem dele”, confessa Lorena.
Ela diz que se estava com o psicológico pronto para a viagem do Pedro e para viver distante do filho durante o ano da 2015. “Eu sempre digo, os filhos são do mundo. Eu me achava preparada para o Pedro ir, mas quando foi se aproximando da data da viagem eu tive problemas de saúde por essa dor da perda, que ele estava indo, ficando longe, mas agora já passou a pior fase”, revela a mãe Lorena, que nesse dia das mães está visitando o filho Pedro, na Europa.

Texto: Murilo Carvalho com colaboração de Giovani Chiossi / Automobilismo em Foco
Foto de capa: Andre Cobalchini Chacal


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