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Falta de opções fazem pilotos irem mais cedo à Europa

Possibilidade de competir em pistas conhecidas, aprender e ter a chance de integrar programas especiais rumo à F-1 atraem jovens cada vez mais novos, como Yukio Duzanowski, de 15 anos, que correrá na Itália

A crise que vive o automobilismo brasileiro no que diz respeito a categorias de formação de pilotos em monopostos gerou uma mudança significativa em um processo natural de um piloto que busca o sonho de correr a Fórmula 1: a hora de sair de casa.

Antigamente, quando existiam opções variadas de competições em monopostos pelo Brasil e no continente, com campeonatos tradicionais como F-Ford, F-Chevrolet e F-3 sul-americana, os pilotos seguiam uma escala de aprendizado e deixavam o país após completarem a maioridade. Hoje em dia, com as categorias enfraquecidas e os altos preços, muitos optam por iniciar o aprendizado na Europa, deixando a terra natal cada vez mais cedo.

Yukio Duzanowski

Este é o caso de Yukio Duzanowski, que optou por deixar Santa Catarina, mudando costumes, ouvindo outras línguas e botando a mão na massa em busca de um sonho, sem contar os estudos, todos em dia. O catarinense de 17 anos competirá na Fórmula Abarth, categoria de monopostos italiana que dá ao vencedor a chance de integrar a Academia de Pilotos da Ferrari.

“É uma mudança grande, mas vale a pena pelo aprendizado, que é muito grande, conhecemos um mundo novo, e vale a chance de entrar na Academia da Ferrari. Sem contar que a gente andará em pistas que já receberam grandes corridas da F-1, como Spielberg [na Áustria, antiga A1 Ring], Imola e Monza”, conta Duzanowski, que disputará 12 corridas em seis rodadas duplas, começando no dia 8 de junho, em Mugello, na Itália.

A similaridade entre os italianos e os brasileiros também ajudou na adaptação de Yukio na Europa. “Na Itália o povo é bem caloroso, e me senti como se estivesse em casa. Já estou totalmente adaptado e focado para o início deste campeonato, pois minha ideia é sempre dar notícias positivas para minha família e meus amigos que ficaram no Brasil”, completa.

Contudo, outro fator que ajudará Yukio em sua adaptação é a presença do ex-piloto de F-1 Enrique Bernoldi como coach. “Sei como é complicado viver longe de tudo em busca de um sonho. É difícil, mas vale a pena. Se Yukio fizer tudo direitinho, ele vai longe, pois velocidade sabemos que ele tem”, analisa.

Texto: MS2 Comunicação
Imagens: Divulgação e Petri Fotos / MS2


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