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Eduardo Gontijo: de Minas Gerais para o Marcas e Pilotos do Rio Grande do Sul

O piloto mineiro, Eduardo Gontijo, já passou pelo kart, autocross e campeonatos de Marcas e Pilotos em estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e o estado natal, Minas Gerais. Com essa experiência toda ele agora, em 2012, está participando do Gaúcho de Marcas e Pilotos. “Campeonato regional mais disputado do Brasil “, afirma o piloto, que já foi campeão mineiro na categoria light.

Leia abaixo um pouco da história desse mineiro que está fazendo uma excelente estreia no certame gaúcho com o seu Celta #31.

Automobilismo em Foco (AEF): Como o automobilismo entrou na tua vida?
Eduardo Gontijo (EG): Meu pai assistia as corridas na TV; Formula 1, Stock Car, Formula Indy. Meu irmão, Cláudio Gontijo correu de kart aqui em Minas, foi penta campeão mineiro (78 a 82), e vice-campeão Brasileiro de kart (79). Por acompanhar este período, o vírus da velocidade me contaminou.

(AEF): Quais as principais categorias que você já disputou?
(EG): Corri de kart em São Paulo na Copa Pakalolo, contra André Duek, Fernando Pantani, Felipe Gama, Gastão Fráguas, Luciano Burti, Hoover Horsi, em 1992 e 1993. Voltei as pistas somente em 2005, correndo de autocross aqui em Minas. Desde 2009 corro no regional de Marcas de Minas Gerais.

(AEF): Quais os principais títulos conquistados?
(EG): Sou Vice Campeão Mineiro de Autocross em 2005 com uma etapa a menos, e Campeão mineiro de Marcas Categoria Light em 2010.

(AEF): Esse ano você está disputando o campeonato Gaúcho de Marcas e Pilotos. O que te levou a vir de Minas Gerais para a correr aqui no Rio Grande do Sul?
(EG): Sempre quis correr o Gaúcho, mas sei que se chegasse de “supetão”, poderia ter problemas para começar. A oportunidade surgiu quando conheci o Fabiano Cardoso, da equipe Fast Racing, no Paulista de Marcas em 2011, que preparava o carro do meu concorrente, Alexandre Souza. Conversamos, e no final do ano já fiz a última rodada dupla em Curitiba pela Fast Racing. No início deste ano refizemos o contato e estou tendo esta experiência fantástica de estar participando do Gaúcho de Marcas e Pilotos.

Pintura de estreia do carro de Eduardo Gontijo, em março no Autódromo do Velopark.

(AEF): Como você está vendo essa disputa aqui no sul? O que está achando do campeonato?
(EG): Para mim é o Campeonato regional mais disputado do Brasil. Pela diversidade de pistas com características bem diferentes, pela competência dos pilotos, muito competitivos e pelas equipes bem estruturadas que participam. Falo isso já tendo participado de regionais no Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e no Paraná. O que possui mais pilotos de ponta e equipes competentes é o Gaúcho!

(AEF): Além do Gaúcho de Marcas e Pilotos você está participando de outro campeonato esse ano?
(EG): Enquanto o nosso autódromo aqui em Minas Gerais, o Megaspace, não é reinaugurado, participei de duas rodadas duplas do Carioca com o carro que corro aqui, um Gol.

(AEF): Na tua opinião o que é preciso para que o automobilismo tenha público? Para que o espectador venha ao autódromo prestigiar as corridas?
(EG): Todos que vão a primeira vez, se apaixonam. Pode perguntar! Ver os carros que estão em sua maioria nas ruas, Uno, Corsa, Celta, Ka, Fiesta, Gol, levantando rodas ao fazer as curvas, derrapando de lado, é apaixonante. Falta divulgação, mas é necessário um trabalho de marketing junto as fábricas e concessionárias, para que divulguem o produto deles, mostrando o que estes carros são capazes de suportar. Seria uma ferramenta de vendas fenomenal. Basta ver o que a Fiat fez nos anos 90 com a Copa Uno. Ela saiu de terceira montadora em vendas para primeira em pouco mais de 5 anos. Basta eles verem isso. Com a criação da associação e a liderança do Rafael Cohen, acho que vocês estão no caminho certo.

(AEF): Como você vê o automobilismo no Rio Grande do Sul? Como é o olhar de um mineiro sobre os campeonatos aqui no RS?
(EG): A competitividade do Gaúcho é enorme! Vocês tem quatro autódromos, mas um ponto tem que melhorar: o respeito dos pilotos! Não somos obrigados a sermos os melhores amigos, mas dentro das pistas deve haver respeito. Pelo que eu sei todos correm o Gaúcho por hobby, ninguém é profissional. Por isso se alguém machucar vai ter problemas no dia seguinte para ir trabalhar, sem contar o prejuízo material. Na minha opinião, deve haver mais rigor nas punições por parte da FGA (Federação Gaúcho de Automobilismo) em caso de toques. Ele deve ser interpretado vendo quem podia evitá-lo e não se foi intencional ou não.

(AEF): E em Minas? Como anda o automobilismo dos mineiros?
(EG): Estamos aguardando a reinauguração do Mega Space para começar nosso Campeonato de Marcas e Pilotos. Se conseguirmos começar com 20 carros já estará de bom tamanho. Tudo leva a crer que começa em agosto. Agora temos também a expectativa da inauguração de um Autódromo em Curvelo, Minas Gerais, nos próximos dois anos. Vamos esperar para ver.
Em relação ao Kart este está cada vez mais forte, pois a RBC inaugurou um Kartódromo em Vespasiano (grande Belo Horizonte) de nível internacional, já tendo inclusive sediado uma etapa do Brasileiro ano passado.
O rally está um pouco decadente, mas acho que é em todo Brasil.

(AEF): Repito a mesma pergunta agora com um enfoque no automobilismo brasileiro?
(EG): O kart está em uma crise de identidade! Como pode um chassis  de kart custar R$9.000,00 sem motor, e ter o nome de “categoria escola”? Tem algo errado aí. Isto que existem várias fábricas de chassis e as categorias em sua maioria são monomarcas de motor ou sorteadas. Mas para fazer uma temporada de um regional de forma competitiva não se gasta menos de R$50.000,00 no ano, fora o imobilizado de chassis e motor. Isto não tem lógica!
Atualmente as categorias de fórmula no Brasil estão extintas, com excessão de um ou outro regional.
Vejo uma gama enorme de categorias: Stock Car, Brasileiro de Marcas, Copa Montana, Mini Cooper, Porsche Cup e Light, GT3, GT4, GT Premium, GT Series, Copa Linea, Merecedes Challenge. Todas voltada para o turismo. Agora faço uma pergunta: onde arrumar tanto piloto? A categoria nacional mais barata dessas que citei, se não me engano, é a Mini-cooper, que custa R$20.000,00 uma rodada tripla. Pouco mais de R$6.500,00 por corrida, mais o seguro, e em caso de batida ainda a franquia. Eu acho um absurdo! Basta ver o quanto se treina antes de correr. As categorias top só possuem gentlemen drivers e os mesmos pilotos profissionais correndo, (Cacá Bueno, Alan Khodair, Thiago Camilo) nada contra eles, todos são ótimos pilotos, mas deveria haver algum incentivo para os pilotos campeões de seus respectivos campeonatos regionais. Um treino que fosse, ou um desconto para correr em uma equipe em que ele defenda a marca.

Eduardo Gontijo, mesmo depois de toque chega ao pódio na segunda posição na etapa de Guaporé, em maio.

(AEF): Para finalizar, o que você diria para um piloto que está começando a carreira agora?
(EG): Espero que ele possa começar pelo Kart, que sem dúvida é  melhor escola, e que escolha logo que caminho seguir: Fórmula ou Turismo. Se for optar por fórmula comece em um regional forte, como o Gaúcho 1.6 RS, antes de buscar a Europa.
Caso a opção seja turismo, participe de um regional de Marcas, pois é a escola onde se aprende mais, se anda mais, com um custo acessível.
Gostaria de agradecer novamente a “força” que vocês da imprensa gaúcha dão ao automobilismo. Muito obrigado e um abraço a todos os leitores do Automobilismo em Foco, sem dúvida um dos melhores sites do Brasil.

Nós do Automobilismo em Foco (AEF) agradecemos a atenção e disponibilidade do piloto Eduardo Gontijo pela entrevista, não sem antes lembrar as fãs do automobilismo que no próximo dia 15 de julho estará ocorrendo mais uma etapa do Marcas & Pilotos no Autódromo Internacional de Tarumã.

Entrevista realizada pelo jornalista Murilo Carvalho.
Imagens: Automobilismo em Foco (Fernando Peres Nunes) – (51) 9372-0606 / (51) 9468-0906


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