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Carlos Augusto Burza: um apaixonado por Porsche e carros de corrida

“O automobilismo foi uma coisa sempre presente para mim, como a praia de Santos ou a Av. Paulista”, declara Burza. Conheça um pouco mais do piloto que começou no kart, já andou de Ginetta e Spyder, e hoje pilota na categoria mais charmosa do automobilismo brasileiro, a Classic Cup (SP).

Como a grande maioria dos apaixonados por automobilismo no Brasil, Carlos Augusto Burza, teve sua paixão acesa por influência, no caso do seu pai, que o levava para ver as corridas em Interlagos.

Automobilismo em Foco (AEF): Como o automobilismo surgiu na vida de Carlos Augusto Burza?
Carlos A. Burza (Burza): Desde criança gostava muito de carros, autorama, revistas, filmes, enfim, tudo que dizia respeito sobre carros. Meu pai também gostava e sempre tinha carros que eu adorava, como Chevrolet Bel Air e Karmann Ghia.
Me levava ainda muito pequeno pra ver corridas em Interlagos. Assim, o automobilismo foi uma coisa sempre presente para mim, como a praia de Santos ou a Av. Paulista. Na escola eu estudei com os filhos do Antonio Carlos Avallone, o que aumentava ainda mais o meu interesse.
Não tinha possibilidade de correr, mas adorava motores e automobilismo. Quando finalmente pude ter carros, os levava no Camillo Christófaro, que acabou por se tornar um grande amigo. Daí pra frente virei rato de autódromo e estava sempre fazendo companhia pro Camillão.

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Filmes como Grand Prix e 24 horas de Le Mans, mais o sucesso dos brasileiros na F1 e no mundial de marcas, faziam-me imaginar que um dia chegaria lá.

AEF: Quais as categorias que você já disputou?
Burza: Comecei a participar, efetivamente do automobilismo, em 1999 andando de kart na Granja Viana. Disputei até 2003/2004, quando comprei um Spyder. Curiosamente só corri oficialmente com esse carro em 2012, na preliminar da F. Indy, no sambódromo, tendo como parceira a Christina Rosito.

Em 2008 entrei para o Maserati Trofeo, onde fiquei até que essa categoria se fundiu à GT, quando comecei a disputar com a G50, que foi desenvolvido pelo Marcos Lameirão, filho do Chico Lameirão, que dispensa apresentações.

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Corri até o final de 2011. Em 2012 fiz a prova preliminar da Indy, que era prova da Top Series.
Em 2013 participei dos 500 km de Interlagos com o Karmann Ghia que corri neste sábado, ambas na categoria da Classic Cup.

AEF: Hoje você está competindo na Classic Cup. Por que a preferência por essa categoria? Na sua opinião por que essas categorias fazem sucesso entre os pilotos?
Burza: A Classic Cup se destaca para mim, como uma categoria de pilotos extremamente cuidadosos. São todos cavalheiros. Honestos nas disputas, sempre limpas. Um pessoal muito legal, que deixa qualquer participante muito a vontade. Tudo isso, aliado aos baixos custos, acaba por definir o sucesso dessa categoria que, além de tudo é uma categoria muito bonita e que nos faz matar muitas saudades.

AEF: Quais os planos para a temporada 2014? E o futuro de Carlos Augusto Burza no automobilismo? Vai correr em outra categoria?
Burza: Quanto a atual temporada, foi ficar na Classic, até que haja alguma novidade em termos de patrocínio.

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AEF: Porsche! Como surgiu esta paixão pela marca de um dos mais belos esportivos do mundo?
Burza: Quem gosta de carros e de dirigi-los, gosta de Porsche. Acho que é dirigir na sua forma mais pura, como a Porsche divulgou uma vez. São carros desenvolvidos para privilegiarem a tração e a velocidade.

E para finalizarmos, duas perguntas que sempre fazemos aos nossos entrevistados:

AEF: O que você acha do automobilismo em São Paulo?
Burza: O automobilismo em São Paulo sofre com aquilo que também o salva, ou seja a Fórmula Um. Se por um lado, Interlagos fica fechado por muito tempo, todos os anos, também está sempre em boas condições pra receber as corridas.

AEF: E no Brasil, qual o balanço que você faz do automobilismo?
Burza: Automobilismo no Brasil é uma piada. Aqui o único esporte que sobrevive é futebol. Acho que o Sul luta quase sozinho e é onde mais autódromos e pilotos a gente tem. Os de São Paulo são heróis também, principalmente os mecânicos que sofrem mais com o fechamento dos autódromos. Você tem que gostar muito e ser abnegado para poder correr no Brasil. Uma pena, infelizmente!

Em tempo: este final de semana foi disputada a segunda etapa da Classic Cup e o piloto Carlos Augusto Burza subiu ao pódio, na segunda colocação em sua categoria, a GTL.

Amizade de longa data, reencontros e respeito são alguns ingredientes da Classic Cup.

Amizade de longa data, reencontros e respeito são alguns ingredientes da Classic Cup.

Nós do Automobilismo em Foco não poderíamos finalizar sem deixar aqui uma agradecimento ao piloto, pela sua atenção e gentileza em participar desta entrevista, que disponibiliza ao apaixonado pelo automobilismo conhecer mais um de seus protagonistas. Obrigado!

Entrevista: Automobilismo em Foco (Murilo Carvalho)
Imagens: Automobilismo em Foco (Fernando Contò Ferreira e Fernando Peres Nunes)


1316 dias ago by in Automobilismo , Notícias | You can follow any responses to this entry through the RSS feed. You can leave a response, or trackback from your own site.