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Automobilismo: uma paixão que vem de décadas!

Uma bela história da paixão do piloto Pedro Simoni pela velocidade, automobilismo e kart. Grande parte influência do seu pai que no final da década de 40 e início da década de 50 foi mecânico da Ferrari. Vale a pena conhecer um pouco desta história por um dos esporte que move milhares de aficionados todos os finais de semana a autódromos e kartódromos.

Pedro Simoni no Automobilismo

Minha mais remota lembrança que tenho de carros de corrida, é de meu pai “montado” em um JEEP WILLYS, ganhando um quilômetro de Arrancada, isto lá em Passo Fundo, no longínquo ano de 1961. Guardo até hoje este troféu como lembrança! Meu pai foi mecânico da Ferrari nos anos de 1948 a 1951, quando imigrou para o Brasil, fazia parte da Scuderia Ferrari, quando a mesma veio fazer uma prova inaugural da Fórmula 1 em Buenos Aires, época esta em que o argentino Juan Manuel Fangio já apavorava nas pistas da Europa!

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Quando veio ao Brasil trouxe consigo toda a paixão pela velocidade e pelos carros de corrida. Como ele tinha conhecimento de mecânica de competição, lembro de quando pequeno, os amigos irem na minha casa a noite para pegar dicas de como fazer um motor, andar mais para que a galera tivesse vantagens nos “pegas”, que na época eram feitos na estrada de Passo Fundo a Marau. Quem chegasse primeiro ganhava… Automobilismo romântico, mas intenso!

Já em Porto Alegre no inicio dos anos 70, não tinha corrida no novíssimo Autódromo Internacional de Tarumã em que meu pai não estivesse, e eu ali grudado junto, louco de curiosidade em olhar, curtir e principalmente em sonhar um dia poder pilotar um carro de corridas.

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Quantos ídolos vi correr neste tempo, desde o insuperável Emerson Fittipaldi, passando pelo incrível Ronnie Peterson, sim, ele mesmo. O multi campeão Graham Hill, isto para falar nas feras internacionais, mas também tive o privilégio de ver correr Pedro Carneiro Pereira, José Azmuz, Ingo Hoffmann, Paulão Gomes, Leonel Friedrich, César “Bocão” Pegoraro, muitas feras… e eu ali neste meio, alucinado por tudo e continuando sonhando com corridas.

Quando já estava acostumado a assistir as vitórias do Piquet e do Senna pela televisão, um amigo me oferece um kart de competição, topei na hora o “investimento”. Era um chassis mini e um motor Parilla Evoluction. Para quê?! Bastou sentar em cima e aquele feitiço da vida inteira, todos aqueles sonhos tomaram conta do meu corpo e coração, estava eu ali, depois de “velho”, tendo a oportunidade pela primeira vez de sentir o doce sabor da velocidade. A primeira vez que andei de verdade em Tarumã foi muito especial!

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Imagina eu iniciando no kartismo e, já na mão um “Parilão Evoluction”, quem andou em um sabe o que estou falando, na época era o motor italiano em sua versão mais poderosa. Dei duas voltas e parei no Box para pedir uma regulagem de mistura, lembro como se fosse hoje, expliquei o que queria ao Nico, e ele me disse: “Ah, então quer voar? Vai…” Deu uma afinada tal no motor que com certeza eu estava rindo dentro do capacete, quando na entrada da reta, o motor deu uma trancada que não sobrou peça sobre peça; fim de treino, fim de motor, refazer tudo novamente era uma necessidade. Porém, aquela primeira “voada” no parilla me deixou fora de mim de tão feliz!

Andei muito em treino nesta época, tinha muita coisa a aprender, muito do que sei hoje aprendi nesta época com o Nico, Chanel, Carlito, toda aquela turma do kartódromo que de louco todos tinham um pouco, mas o amor pela velocidade era o mesmo para todos. Como nada é perfeito, tinha a paixão, a vontade, mas meu corpo já não aguentava mais os motores dois tempos, eram muito fortes, conseguia ser competitivo apenas em treinos, chegava em provas e ficava para trás, o que me incomodava muito.

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Em 2001, surgiu a categoria da PRO 400, motores quatro tempos, estacionários, mais “mansos” do que os motores dois tempos. Era o que eu queria.

Os anos seguintes foram vividos intensamente nesta categoria, sou um Dinossauro da 400, aqueles que estão na categoria desde a sua fundação. O número 12, que utilizo desde o início, veio por ser o décimo segundo chassis fabricado para a categoria. Este chassis não consegui guardar de lembrança, porque apanhou muito o coitado… (risos)

Nesta viagem da PRO400 foram mais de 70 largadas, 14 vitórias, nove segundos lugares, seis terceiros, sete quartos e 11 quintos lugares… Nada mal! Competi ainda nesta época em campeonatos citadinos, gaúcho, Sul Americano, Panamericano de 2002, onde fomos pole e chegamos em quinto, no meio de feras de todo o continente sul americano. Neste Pan vários pilotos hoje consolidados no esporte nacional estavam presentes, como Allam Khodair, Bia Figueiredo, Juliano Moro, entre outros.

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Fantástica experiência! A paixão só aumenta…

Relato com exclusividade dado ao Automobilismo em Foco pelo piloto Pedro Simoni.
Imagens: Automobilismo em Foco (Fernando Peres Nunes) – (51) 9372-0606


1511 dias ago by in Kart , Notícias | You can follow any responses to this entry through the RSS feed. You can leave a response, or trackback from your own site.

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